COMPORTAMENTO Os sentimentos depressivos do final de ano

Psicóloga e presidente da SBDG, Lourdes Scola,
afirma que a sensação de incompetência e frustração que,
muitas vezes, atinge os brasileiros ao final do ano se dá pela ideia
que tudo irá terminar com o final do ano.

A especialista diz que há uma sensação no imaginário das pessoas
de que o final do ano é o final de tudo, como se não houvesse
uma continuação da vida e da rotina. “É um pensamento
compartimentado e não cíclico. É como se a pessoa tivesse
que fazer tudo o que imaginar num único período de tempo.

Como isso é impossível, normalmente surge um sentimento
de incompetência na pessoa”, explica. Essa situação é mais comum
acontecer quando não houve um planejamento e uma disciplina
de ações e avaliações para alcançar os objetivos. Isso leva a pessoa
a não valorizar os feitos conquistados, especialmente os que não
haviam sido previstos, segundo Lourdes.

Na opinião da presidente da Sociedade Brasileira de Dinâmica
dos Grupos, esse sentimento poderia ser bem menor ou inexistente
se as pessoas cultivassem o hábito de escrever os seus planos
e metas. Estabelecendo períodos, que não precisam ser de um ano.
“Quanto mais os objetivos dependam da pessoa e não de outros
e que o tempo determinado seja de fato possível de ser executado,
mais fácil será de ser alcançado e mais difícil que ocorram frustrações”,
salienta. Lourdes ensina que, quando se escreve e se visualiza
o que se deseja, o inconsciente fica atento a todas as oportunidades
que surgem para alcançar os objetivos. “Não é mágica,
é simplesmente o funcionamento da comunicação cerebral”.
E quanto mais detalhes forem fornecidos nesta comunicação,
mais fácil de alcançar os objetivos.