Manu Chao volta a se apresentar no Rio | Divulgação

Depois de oito anos sem se apresentar no Rio, o cantor francês
Manu Chao retorna pela segunda vez este ano com a turnê intitulada
“Tambolatour”. A apresentação acontece no dia 10 de dezembro
na Fundição Progresso (Rua dos Arcos, 24, Lapa).
O músico traz em seu repertório canções de seu último álbum,
“La Radiolina”, misturando reggae, flamenco, música caribenha,
hip hop e bolero. A noite conta também com a apresentação
do rapper Black Alien.

 

Breve histórico:
Manu Chao utilizou algumas vezes o pseudônimo Oscar Tramor.
Seu pai é um conhecido escritor galego, Ramón Chao.
Manu cresceu bilíngue, influenciado pela crescente cena punk
que se desenvolvia na França. Na adolescência, chegou a tocar
em algumas formações, incluindo o grupo rockabilly Hot Pants,
que foi bem recebido pela crítica, mas não teve muita repercussão.

Após desistir do Hot Pants, Manu montou o Mano Negra, uma banda
eclética com influências de música francesa, espanhola, além da forte
presença do punk via The Clash. O nome é uma homenagem
a uma organização anarquista que operava na Espanha na época.
O primeiro single do Mano Negra foi Mala Vida, e seu grande sucesso
na França rendeu ao grupo um contrato com a gravadora Virgin.

Em 1992, o Mano Negra fez uma turnê pela América Latina.
Mas não foi uma turnê comum: os integrantes da banda viajavam
de barco, ao lado de atores e de um circo, tocando em cidades
portuárias ao longo de toda a costa do continente.
Um dos momentos mais marcantes aconteceu no Rio de Janeiro,
durante a convenção mundial Eco 92: na Praça dos Arcos da Lapa,
o Mano Negra fez um show que contou com a participação de Jello Biafra,
da banda estadunidense Dead Kennedys.

Em 1995, o Mano Negra mudou-se para a Espanha, onde Manu montou
um projeto paralelo, o Radio Bemba Sound System, junto com outros
integrantes. Essa mistura causou atritos internos, o que levou ao fim
do Mano Negra.

Sem banda, Manu voltou para a América do Sul e passou os anos
que se seguiram viajando com seu violão e gravando apenas
ocasionalmente, sem compromisso. O resultado musical de suas viagens,
o disco Clandestino, foi lançado em 1998. A repercussão inicial
foi tímida, mas Clandestino acabou sendo um grande sucesso
na França e na América Latina (em especial no Brasil),
apesar de suas letras serem uma mistura de inglês, francês, espanhol,
galego e português. Músicas como Desaparecido e a faixa-título
tocaram nas rádios brasileiras e tiveram ótima repercussão.

Confira os valores dos ingressos:
:: 1° Lote: R$ 70
:: 2° Lote: R$ 80
:: 3° Lote: R$ 90

Mais informações: (21) 2220-5070