
O público da 14ª Parada de Orgulho das Lésbicas, Gays, Bissexuais
e Travestis (LGBT-Rio), que aconteceu na orla de Copacabana,
no Rio de Janeiro, ficou ao redor de 200 mil pessoas, de acordo
com informações da Polícia Militar. Este número foi bem inferior
em relação ao público estimado inicialmente de 1,5 milhão de pessoas.
O motivo da redução no número de participantes foi a chuva que caiu
ao longo do dia no Rio. A Parada Gay é o terceiro maior evento do calendário
de festas da cidade, atrás apenas do Réveillon e do Carnaval.
Mesmo com a queda no número de participantes, a animação tomou conta
do evento com os tons do arco-íris e o tema “Pelo direito de viver e amar
livremente. Diga não à homofobia!”. A presidente do Grupo Arco-Íris,
que organiza a parada, Gilza Rodrigues, ressalta que a principal bandeira
de luta continua sendo a criminalização da homofobia, por meio do projeto
de lei complementar 122/06, que ainda tramita no Senado.
O governador Sérgio Cabral chegou pouco antes das 15h, horário em que
o evento foi aberto oficialmente pelo superintendente de Direitos Individuais,
Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Ação Social e Direitos Humanos,
Claudio Nascimento, que também é fundador da Parada Gay no Rio de Janeiro,
a primeira do Brasil. O hino nacional foi cantado pela transformista
Jane Di Castro.
Cabral afirmou que estava ali para ratificar o compromisso e o apoio
do governo do estado à luta pelos direito à diversidade sexual.
“Estamos juntos com os militantes gays em nosso governo, apoiando
e coibindo qualquer ação de preconceito, de diferença no tratamento
aos gays, mostrando que o estado do Rio de Janeiro reage e defende
a igualdade a todos. Isso aqui é uma festa de alegria. Nem a chuva
está atrapalhando”, disse o governador.
Perguntado sobre como via as declarações de representantes do executivo
que se opõem à causa gay, Cabral disse que “lamento porque não há nada
mais nojento do que o preconceito. Antes de sair de casa, expliquei
ao meu filho, de 7 anos, que um homem gostar de outro homem
ou uma mulher gostar de outra mulher é uma opção sexual de cada um,
e que não cabe a ninguém interferir, nem o estado nem a sociedade”,
observou o governador, que chegou à Copacabana acompanhando
da primeira-dama, Adriana Anselmo.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também reprovou qualquer
tipo de preconceito, ratificando a campanha pró-criminalização
da homofobia. “As paradas LGBT vêm representando o maior evento
de massa do país. A gente quer que o Congresso olhe o que acontece
nas ruas e perceba a importância de leis contra a homofobia.
Nosso grande objetivo é construir uma sociedade que respeite
a diversidade, promova a paz e combata o preconceito”,
afirma o ministro.



